Uma das minhas metas pessoais para esse ano era desenvolver o hábito de praticar atividade física, comecei em fevereiro fazendo caminhadas ao ar livre, e em abril, depois de passar quatro anos parada, consegui retornar à academia. Admiro as mulheres que conseguem ter uma rotina regrada de exercícios logo depois de ter filhos, mas no meu caso, não foi o que aconteceu.
Quando nasce uma criança, leva-se tempo pra que a família se adapte a uma nova rotina, e geralmente isso dura mais do que os quarenta dias do puerpério. Pra mim, voltar a treinar tinha seus desafios, e conforme fomos nos organizando consegui incluir na minha agenda dias alternados para fazer atividade física na academia, e depois de um mês, já notei algumas mudanças e pude refletir em pelo menos três coisas que aprendi nesse tempo.
1. Determinação e constância são de extrema importância.
Não sei se sou neurodivergente, mas com certeza posso afirmar que vivo períodos de hiperfoco, o problema é que depois do frenesi, a empolgação passa e as vezes eu não consigo terminar o que comecei. Em contrapartida, eu sou uma mulher adulta com inúmeros boletos pra pagar, dentre eles a matrícula da academia que eu fidelizei durante um ano. Portanto, com ou sem hiperfoco nos exercícios, eu preciso manter minha persistência.
Seria lindo vir aqui dizer que eu frequento a academia por que gosto, mas a verdade é que eu preciso ir por que minha saúde e meu bolso pedem. Porém, me obrigar a fazer exercícios físicos não anula os benefícios, ao contrário, quanto mais eu aprendo e noto mudanças, mais eu fico orgulhosa de mim mesma, mas pra isso é necessário determinação e constância, mesmo que ela venha da ameaça do boleto da academia dividido em doze vezes.
Incentivos vindo de amigos e familiares também me ajudam a manter o foco. Além disso, pretendo começar a tomar pré-treino e pós-treino, não apenas para impulsionar meus resultados, mas também para estimular minha energia e disposição na rotina do dia a dia.
2. Meu joelho só era ruim até aqui por que eu não treinava.
Já comentei aqui no blog que tenho uma ruptura no ligamento do joelho, por isso, lido com instabilidade e fraqueza na perna esquerda. Isso vira e mexe atrapalha a minha vida — pular e correr para brincar com o meu filho, por exemplo, sempre esteve fora de cogitação. Mas, depois de um mês frequentando a academia e fazendo exercícios que não sobrecarregam a articulação, notei uma grande melhora na força e na firmeza da minha perna.
Como disse anteriormente, muitas coisas que começo, não termino. E pensando bem, isso pode não ser apenas sinal de neurodivergência, mas também da minha autossabotagem por sempre achar que não sou boa o suficiente. Porém, a academia me ensinou que não é só a minha mente que é forte (por eu estar conseguindo manter a constância mesmo em meio às dificuldades), mas o meu corpo também demonstra força.
3. Respeitar meus limites.
Comecei a treinar de forma realista, sei que todos os dias seria impossível pra mim, então estipulei a meta de ir à academia três vezes por semana. Além disso, não iniciei com uma empolgação cega, nos primeiros dias completei os exercícios com halteres e anilhas mais leves, e fui aumentando o peso devagar e gradativamente, respeitando os limites do meu corpo.
Nunca é Tarde Para (Re)Começar
Olhando para esse primeiro mês, percebo que o maior ganho não foi estético e nem o número de quilos que consigo levantar nos aparelhos (ou perder na balança). O verdadeiro benefício foi redescobrir a força que eu achava que tinha perdido entre a rotina da maternidade, trabalho e vida doméstica.





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