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| Créditos: @Rawpixel.com | Magnific |
Sua amiga acabou de ter o primeiro filho e você mal vê a hora de visita-la para conhecer o pequeno, mas calma, algumas coisas precisam ser levadas em consideração se você deseja fazer parte da rede de apoio que vai acolher essa mãe e ver a criança crescer.
Além da recuperação do corpo após o parto, a mulher que acabou de parir também tem uma queda hormonal drástica e abrupta, somando isso ao esgotamento físico resultante dos cuidados diários à um bebê, privação de sono e transição de rotina, acaba que o puerpério se torna um período extremamente sensível.
Biologicamente o puerpério, também popularmente chamado de resguardo, dura entre 45 e 60 dias. Mas, do ponto de vista emocional e hormonal, esse período pode se estender por muito mais tempo. Algumas mulheres relatam que se sentiram fora da janela de tempo do puerpério depois de um ano ou mais que tiveram seus filhos. Portanto, podemos concluir que o puerpério é um momento delicado, e que cada mãe o sente de forma diferente, mas para todas há formas muito simples de ajuda e acolhimento, vejamos algumas nesse post.
Leve comida e se disponha a fazer algo na casa
Tenha em mente que na casa de uma mãe puérpera você não é uma visita comum, pois a última coisa que uma mulher recém parida precisa é de alguém pra quem ela precise "fazer sala" e oferecer bebidas e quitutes. Na verdade, quem tem que levar a comida e no mínimo lavar uma louça é você.
Gravidez e puerpério não são doenças, mas podem limitar a vida dos pais (principalmente da mulher). Além disso, depois que o bebê nasce toda a família precisa se adequar à uma nova rotina onde o recém nascido é a prioridade, então as vezes não sobra tempo — e quiçá energia — pra lavar banheiro, limpar fogão e congelar feijão. Portanto, leve uma sopinha, marmitinhas congeladas, feijão fresco ou quem sabe um bolo para a família que pretende visitar, e se não for inconveniente, se disponha para fazer algo na casa.
Fique com o bebê se necessário, a mãe precisa tomar banho e dormir
Caso não aceitem sua ajuda com a organização e limpeza da casa, se ofereça para cuidar do bebê enquanto a mãe cuida de si mesma. Acredite, pode ser que essa mulher esteja com o cabelo sujo há uma semana (ou mais), você será uma benção na vida dela se zelar pelo recém nascido enquanto ela toma um banho premium demorado ou repõe as energias com um cochilo bem dado.
Respeite as orientações da mãe (e do pai) com relação ao bebê. Recentemente, por exemplo, meu primeiro sobrinho nasceu, e as poucas pessoas as quais minha irmã aceitou visita exigiu-se que deveriam usar máscara, pra evitar transmissão assintomática e proteger o sistema imunológico frágil do bebê. Alguns ficaram relutantes, mas todos nós respeitamos a orientação dela. Quanto à evitar beijar, afagar e ficar pegando nas mãozinhas do recém nascido, é questão de bom senso e algo que os pais nem precisariam alertar.
Não faça comentários desagradáveis
Essa dica deveria ser óbvia, mas ás vezes puérperas ouvem tantos absurdos que não custa nada lembrar. Conselhos de pessoas experientes são sempre bem vindos, desde que sejam feitos com tato. Evite dar dicas que não foram solicitadas e fazer críticas — aliás, nenhuma mãe deveria ser criticada pela sua maternidade.
Visitar um recém-nascido é um momento de celebração, mas, acima de tudo, deve ser um gesto de cuidado com a nova família. Entender a sensibilidade do puerpério e se colocar à disposição para ajudar, seja levando uma refeição, lavando a louça ou apenas segurando o bebê para a mãe tomar um banho em paz, transforma você em uma verdadeira rede de apoio. Pequenas atitudes de empatia e respeito às regras dos pais fazem toda a diferença para tornar esse início de jornada mais leve e acolhedor.




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