Por inúmeros motivos, nunca me interessei em trabalhar na área da saúde, mas eu sou muito curiosa, então as séries médicas acabam me cativando. E Mesmo sem ter acompanhado Grey's Anatomy, uma das maiores referências do gênero, acredito que possuo um bom repertório em outros enredos televisivos que exploram essa temática, por isso, vou compartilhar nesse artigo três séries médicas para maratonar nesse feriadão de Tiradentes.
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Séries Médicas: Além de Grey's Anatomy
Série Dr.House: Uma Relação de Amor e Ódio
Em Dr. House, apesar do protagonista, Dr. Gregory House ser uma pessoa IN SU POR TÁ VEL, a gente acaba gostando dele depois de alguns episódios, pois vamos descobrindo que ele tem motivos bem consistentes para sua forma de lidar com a vida (e com as pessoas). Dr. House sofre consequências de um infarto na perna direita, e além de mancar e sentir dores constantes, o médico também lida com os problemas psicológicos que o incidente lhe deixou, como o vício em Vicodin, um forte analgésico.
A cada episódio há uma história diferente que vem com um paciente que ninguém consegue diagnosticar, pois Dr. House e sua equipe trabalham no departamento de medicina diagnóstica de um grande hospital, solucionando casos complexos que desafiam a medicina convencional. Dr. House é um gênio, e ele sabe disso, o que acaba tornando-o bastante arrogante e teimoso, dessa forma, os episódios entregam mistérios médicos junto com os desafios de mau humor e vício do Doutor House.
A título de curiosidade, essa é minha série conforto, já assisti todas as temporadas duas vezes, exceto o episódio final da série, por que minha intuição diz que o Dr. House morre nesse ep, e eu não quero ver isso. Veja bem, isso não é um spoiler, por que eu não sei se é mesmo isso o que acontece. Recentemente a Netflix lançou a série Mexicana DOC, parei de assistir no meio do episódio piloto por que achei o protagonista uma cópia barata do Dr. House.
Um Médico que Ama o que Faz: Série Mentes Extraordinárias
Caso prefira um médico protagonista com uma skin mais agradável, mas sem ter que dispensar os mistérios da medicina, experimente assistir Mentes Extraordinárias. O neurologista Dr. Oliver Wolf e seus estagiários utilizam métodos pouco convencionais para diagnosticar e ajudar pacientes em casos neurológicos e psicológicos desafiadores, enquanto eles mesmos precisam lidar com seus problemas adjacentes. O próprio Dr. Oliver por exemplo, não reconhece rostos, uma condição neurológica conhecida como prosopagnosia.
Os casos médicos são bastante curiosos e a série em si mostra a capacidade extraordinária da mente humana, cada episódio há um paciente em destaque. Mentes Extraordinárias é inspirada na vida do famoso médico neurologista e escritor Oliver Sacks.
O Caos de um Plantão de 12 Horas: Série The Pitt
Como disse anteriormente, nunca quis trabalhar na área da saúde, mas em outras circunstâncias, principalmente se meu psicológico fosse inabalável, eu escolheria trabalhar em Pronto Socorro, por isso acabei assistindo também a série The Pitt, que vem como uma opção bem realista da loucura que é 12 horas de plantão no pronto atendimento.
Cada episódio de uma temporada corresponde a uma hora de plantão, mas é tanta coisa acontecendo que durante esse tempo é como se o dia inteiro tivesse se passado. Além dos desafios relacionados aos pacientes, a equipe do turno diurno também precisa lidar com seus problemas pessoais, muitos deles resultado do trabalho, que é cansativo e extremamente desgastante, tanto física, quanto mentalmente.
The Pitt é uma série que vem se destacando não apenas por seu roteiro dinâmico e real, mas também pelas críticas sociais e ao sistema de saúde estadunidense. Se você acha que os Estados Unidos é mais organizado e empenhado pela saúde da população do que o Brasil, está muito enganado, lá não existe SUS e a conta do hospital é bastante cara, como a série mostra, o atendimento médico não é negado e a equipe faz o que pode para atender a população, mas as pessoas preferem ir embora doentes por falta de plano de saúde, e mesmo quem tem condições de ser atendido, passa mais tempo na fila do que se espera aqui para ver um médico na UPA.
Explorar o universo das séries médicas é uma forma fascinante de saciar a curiosidade sobre o corpo e a mente humana sem precisar encarar a pressão de um ambiente hospitalar na vida real. Seja acompanhando o brilhantismo ranzinza do Dr. House, a sensibilidade neurológica de Mentes Extraordinárias ou o ritmo frenético e crítico de The Pitt, essas produções nos lembram que, por trás de cada diagnóstico difícil, existe uma história profundamente humana, tanto do paciente quanto do médico.
As três séries aqui indicadas são perfeitas para quem busca entretenimento de qualidade e uma pitada de reflexão sobre o valor da saúde e do atendimento humanizado.
E você, já preparou a pipoca para o feriado? Se decidir maratonar alguma dessas, só um aviso: cuidado para não começar a achar que todo mundo tem Lúpus ou que consegue diagnosticar uma prosopagnosia na fila do mercado!
Bom feriado e boa maratona!








Nunca mais consegui assistir série médica, me dá gatilho, mas tem tanta gente falando de Pitt que acho que vou acabar vendo uma hora ou outra
ResponderExcluirMe irritei um pouco com a segunda temporada de The Pitt - achei meio merda as cenas relacionadas a ansiedade e os diálogos começaram a me dar muita preguiça - aí comecei a ver Sob Pressão (série médica brasileira que eu nunca tinha visto) e agora me pergunto se o Dr. Robinavitch daria conta se tivesse no Rio e não em Pittsburgh kkkk
ResponderExcluirEu AMEI esse post, Leslie!
ResponderExcluirE.R. sempre foi minha série favorita, desde criança, e sigo amando muito cada temporada, então é claro que tive que assistir The Pitt, né? Uma não existe sem a outra, hahaha. Estou achando incrível também.
E, de fato, quando a gente assiste séries que mostram o realzão dos prontos socorros nos Estados Unidos entende de vez que o "sonho americano" é a maior ilusão que conseguiram propagar... Temos que lutar demais pelo SUS, mesmo!
Eu amo Dr House, demorei tanto para assistir, mas acho que estou acompanhando no momento certo. Adoro o jeito dele lidar com as situações e também como ele chega nos diagnósticos.
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