14 agosto 2026

A Última Casa (Netflix): Vale a Pena Assistir?




resenha A Última Casa

"A Última Casa" Transforma o Lar em Prisão em Novo Sci-Fi da Netflix


A Última Casa, filme que entrou recentemente no catálogo da Netflix, vem causando discórdia nas redes sociais. Enquanto alguns dizem que o entretenimento foi uma grande perca de tempo, outros acharam que as reflexões do roteiro foram muito bem exploradas. E nesse post eu trago minha visão sobre o filme, afinal, nada melhor do que tirarmos nossas próprias conclusões sobre uma polêmica televisiva não é mesmo? E depois de ler o artigo você pode escolher se assiste ou não esse lançamento do streaming.

Uma típica família americana em um dia comum é pega de surpresa quando a casa em que moram parece estar sob uma força maior que não os deixa sair. Portas e janelas se bloqueiam de maneira inexplicável. Depois, descobrem que não são um caso isolado, quem estava dentro de casa permanece nela, quem estava fora, não consegue entrar. Há um mistério rondando o ambiente externo, mas enquanto ainda não sabem o que realmente está acontecendo, a família tenta sobreviver dentro do seu próprio lar. Trailer aqui.

A ideia de ter nossa casa como porto seguro é um dos pilares mais fundamentais da sensação de conforto humano, tiramos a prova disso durante a pandemia de Covid-19 em 2020. Porém, o filme A Útima Casa subverte essa premissa, é um dilema claustrofóbico pensar na possibilidade de perder a liberdade de ir e vir por ficar preso dentro do seu próprio lar, mesmo que ele pareça acolhedor. Por isso a base de roteiro do filme funciona tão bem (pelo menos no começo).

O confinamento doméstico abrupto gera curiosidade no telespectador, e talvez por isso seja tão fácil se manter atento ao filme, o mistério é o que nos instiga, e passamos a imaginar inúmeras possibilidades que possam explicar a situação: alienígenas, teste do governo, arrebatamento... 

Porém, apesar da curiosidade, a família sozinha não sustenta o filme, por isso, eu particularmente acredito que poderiam ter mostrado outros pontos de vista sobre o confinamento, inclusive no que se trata de pessoas que ficaram do lado de fora. Mas a narrativa foca apenas na família protagonizada pelo casal Jason (Wagner Moura), Ann (Greta Lee) e seus dois filhos, o que vai cansando o telespectador, que dado certo momento fica ávido por um cenário diferente.

O que move a narrativa é a escassez de recursos e o pânico do desconhecido, mas isso não é o suficiente. O filme começa muito bem, mas degringola com excesso de diálogos para contextualizar o final, que é extremamente genérico.

Apesar desses pontos fracos, o filme oferece reflexões muito válidas. Vivemos em tempos de ritmo acelerado, atualmente o consumo de contéudo é frenético, estima-se que em meia hora conseguimos assistir cerca de 90 reels no Instagram. Além disso, graças a ascenção da inteligência artificial, estamos acostumados com informações "mastigadas", chegando até nós de forma simplificada e pronta para consumo. Então, é de se esperar que um filme que requer compreensão e tempo para digerir a mensagem gere tantos comentários negativos.

A Última Casa levanta questões profundas sobre a desarmonia do homem no meio ambiente. Reflete também sobre a ilusão humana de controle e superioridade. E pra mim, uma das melhores metáforas é sobre a casa da família. A estrutura física do imóvel já estava deteriorado desde o início do filme, mas se mantinha de pé, e isso funciona como uma manifestação visual da mente dos protagonistas. A produção mostra que o confinamento não destrói apenas o corpo ou o espaço físico, mas corrói aos poucos a sanidade, a comunicação e a esperança. O fim da casa espelha também a descoberta da família de que, para que um novo começo exista, o passado e suas estruturas precisam ruir por completo.

A escolha em ver A Última Casa ou não, deve ser feita de acordo com o que você espera do entretenimento, o título não é uma boa escolha se você procura por algo para passar o tempo sem ter que pensar muito sobre o que está assistindo. Mas, caso deseje um enredo que exige uma leitura mais atenta às críticas sociais e metáforas, prepara a pipoca e confira o filme!

2 comentários:

  1. Já vi muitas resenhas positivas e negativas sobre o filme. Acho que daria uma chance. Seria interessante ver a atuação de Vagner Moura.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está em Hiatus de inverno entre 03 de agosto à 07 de setembro, mas comentaremos nos blogs amigos. Mesmo em Hiatus, o JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

    Jovem Jornalista
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    Até mais, Emerson Garcia

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  2. Oi Leslie!
    Achei o filme interessantíssimo, principalmente pelo fato de que a gente esquece de onde vem tudo que a gente usa no dia a dia para sobreviver. Em uma casa totalmente de alvenaria, como daria para plantar as sementes? Quem faz compras semanais, não teria nada em estoque para sobreviver mais do que um mês. Com o esquema de papel higiênico e não poder jogar no vaso como eles, ficaríamos com uma quantidade obscena de lixo nas casas. Isso pensando no tamanho da casa deles no filme, com o tamanho das casas padrão MCMV brasileiro.
    Eu e meu namorado assistimos e chegamos na conclusão que morreríamos em questão de semanas kkkkkk
    Acho legal essa reflexão de como produzir alimentos em casa e como fazer tarefas básicas como cozinhar, fazer exercícios de forma constante e a preocupação com a saúde em um geral.

    De MUITO ruim mesmo, a cena do cachorro se destacou. Nossa, como eu chorei!!!!

    Abração
    https://falacatarina.com/blog/

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