A Redenção ao Filtro de Barro
O maior exemplo dessa reviravolta é o meu filtro de barro. Antes, eu o via como algo ultrapassado e pesado para a estética da cozinha. Hoje, ele é a estrela do meu balcão. Além de ser considerado por muitos especialistas como o melhor sistema de filtragem do mundo, ele traz aquele frescor que nenhuma geladeira tecnológica consegue imitar. Ele virou uma peça de design orgânico que prova que a funcionalidade clássica nunca sai de moda.
O Charme dos Paninhos
Outra coisa que eu achava o auge da cafonice eram os panos sobre móveis e eletroportáteis. Eu via aquelas capas de batedeira e trilhos de mesa e pensava: "Para quê esconder o aparelho?". A verdade é que, além de protegerem contra o pó do dia a dia, esses têxteis trazem uma camada de textura e aconchego que quebra a frieza dos materiais modernos. Um pano de crochê bem posicionado sobre um aparador transforma o clima do ambiente e bem que tem uma carinha cottage core né?!
A Lista Proibida que Virou Sinônimo de Decoração Afetiva
Se você achava que o filtro de barro era o limite, ainda há outros itens que saíram do fundo do baú diretamente para as casas mais descoladas do Pinterest. Os potes decorados com biscuit eram destaque nas cozinhas dos anos 90 e foram saindo de cena com o passar do tempo. Mas, antes o que era visto como um excesso visual, hoje os potes de mantimentos com detalhes em biscuit são valorizados como arte popular. Eles trazem um toque lúdico e "handmade" (feito à mão) que quebra a monotonia das cozinhas industriais cinzas e frias. É a prova de que sua cozinha tem alma (e um pote de biscoitos muito fofo).
Pratos na Parede antigamente eram coisa de "casa de tia". Hoje, composições de pratos coloridos e de diferentes tamanhos substituem quadros caros, criando galerias verticais com muita textura e história. E o que falar sobre as Samambaias Gigantes? Houve um tempo em que elas eram consideradas o auge do mau gosto decorativo. Agora, não existe "Urban Jungle" respeitável que não tenha uma samambaia volumosa pendurada no alto de uma estante. E o Piso de Caquinhos são um clássico das calçadas brasileiras e está sendo levado para dentro de apartamentos em reformas modernas, celebrando a estética urbana e a reciclagem de materiais.
A chave para não deixar a casa com cara de museu de antiguidades é mesclar o retrô com o contemporâneo. Você pode buscar aquela peça-chave em uma loja de moveis com linhas mais modernas e usar esses elementos afetivos para dar personalidade. O contraste entre um sofá de design atual e um filtro de barro charmoso na cozinha cria uma casa com história, e não apenas uma cópia de catálogo.
No fim das contas, a nossa casa deve ser o reflexo de quem somos, e não apenas uma vitrine impessoal. Aquilo que um dia rotulamos como brega, hoje ganha um novo significado como "memória afetiva", trazendo alma e camadas de história para o ambiente. Afinal, a verdadeira sofisticação está na liberdade de cercar-se do que nos faz sentir acolhidos, independentemente das regras rígidas das revistas de design. E você, qual item "proibido" venceu o seu preconceito e hoje ocupa um lugar de destaque no seu lar? Conta para mim aqui nos comentários!






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