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07 outubro 2016

Recadinhos + Papo sobre Dança, Preconceito e Cirurgia Bariátrica




Entrevista com Carolline Ribas


Oi  Gente! Antes de tudo quero conversar umas coisas com vocês. Primeiramente, quero agradecer imensamente a Kaila, do blog Minuto de Bobeira por ter me convidado para participar da tag de entrevistas do blog dela, eu amei o post final, se você não viu, corre lá no "ME: Qual a Hora Certa para Escolher uma Vida a Dois?". Também agradeço muito os comentários mais do que fofinhos que li no post. Segundamente, mudei o cabeçalho do blog. Se você costuma me visitar com frequência, já percebeu não é mesmo? haha. Eu ilustrei esse cabeçalho pensando em usa-lo quando eu mudasse de layout, mas eu to gostando tanto desse que resolvi mudar apenas o topo dele, espero que gostem da nova mascote do ALP. Ahh.. e não é só isso, a fan page no facebook agora também tem a mascote na capa e a que mais amei foi a nova capa do canal no youtube. Gente! Sério. Estou in love com meu próprio trabalho, haha. Se você ainda não é inscrito, te aconselho a se inscrever só por causa da capa. Ok? Ok. Pode isso Arnaldo? "Pode". Terceiramente... Calma. Já tá acabando. Do dia 28 de Novembro, ao dia 2 de Dezembro, vai rolar umas palestras online gratuitas sobre a profissionalização de blogueiras e youtubers, se você quiser participar se inscreva no Star Academy. Ufa. Agora acabou, vamos enfim ao post propriamente dito.

Eu trago poucas entrevistas para o blog, mas a uns dias atrás vi no Facebook que minha amiga Caroll havia postado no youtube um vídeo explicativo sobre sua cirurgia bariátrica. Conheço a Caroll desde que ela tinha uns três anos, sei de muitos desafios que ela passou e também conheço suas conquistas, por isso, ao assistir o vídeo dela, fiquei me perguntando por que eu ainda não havia trazido a história dela para vocês, minhas leitoras, e acredito que não haveria melhor jeito de fazer isso do que com uma entrevista. Então, espero que possam desfrutar desse papo com a Caroll.


❥ Por que você começou a fazer dança contemporânea? 
Eu conheci a dança contemporânea através do corégrafo Fernando Nascimento, que na época me dava aula de expressão corporal no curso de arte dramática do Colégio Estadual do Paraná. Eu danço desde dos 7 anos, e tinha parado por causa de uma depressão e a dança contemporânea apareceu na época que eu mais precisava, e foi o estilo que eu mais me identifiquei .

❥ Foi fácil começar a dançar ou você teve muita dificuldade?
Comecei a dançar por ser uma atividade física segundo minha mãe, e no começo foi bem tranquilo porque só fazia por fazer, mas com o passar do tempo o preconceito dos coreógrafos e plateias começaram a me afetar e me fizeram desistir da dança por um ano, até eu conhecer o Dancep.




❥ Quais os benefícios e conquistas você colheu ao começar a dançar?
O maior beneficio foi os amigos que hoje se tornaram família, e minha auto estima melhorou muito. Minha maior conquista foi mudar a vida das pessoas, fazer com que elas começassem a acreditar mais nelas mesmas.

❥ Que lugar você mais gostou de conhecer ao viajar afim de fazer apresentações de dança?
Com certeza foi em 2015 quando fomos para Espanha porque era um sonho conhecer novas culturas. Porém, as melhores apresentações foram no interior do Paraná, que são viagens que nunca vou esquecer por causa do público que foi tão receptivo e caloroso.




❥ Como aconteceu de você ser escolhida para sair na revista Capricho e como se sentiu com mais essa conquista?
Eu vi através da pagina do Facebook do Festival de Joinville que eles gostariam de saber historias diferentes sobre dança, eu mandei sem esperanças e sem saber para oque era. Quando soube foi muito surreal, por que a Capricho era uma revista que eu lia e nunca me sentia representada nela, então foi um sonho.




❥ A algum tempo atrás você postou no youtube um vídeo sobre sua cirurgia bariátrica. Em algum momento seu peso foi empecilho pra você dançar?
Sim, meu peso que incomodou por muito tempo, por que me impedia de fazer alguns passos e era um choque para o público que não estava acostumado com aquilo, porém com o tempo aprendi a lidar com isso.


❥ Por que você decidiu contar sua experiência com a cirurgia em um vídeo no youtube? (Vídeo aqui)
Decidi não contar pessoalmente porque conheço muitas pessoas e não queria falar disso a todo momento (risos) e também porque me sentia um pouco hipócrita por fazer a cirurgia (será que seria errado fazer um vídeo sobre emagrecer se eu prego a autoaceitação?), mas os comentários positivos depois do vídeo fizeram eu me sentir melhor.

❥ O que você acha do Bullying? Uma brincadeira sem intenção de ofender ou algo cruel que deve ser evitado?
E algo que com certeza deveria ser evitado, devia ser trabalhado a inclusão das pessoas e a educação, por que muitas vezes as crianças não veem maldade naquilo, porém vê seus pais e amigos fazendo e começam a aceitar aquilo como algo engraçado ou certo.


❥ Tendo em mente tantas conquistas com a dança e agora com algo novo que foi sua cirurgia, o que você espera do futuro?
Espero passar no vestibular (risos) e dançar muuito, pretendo dar aula que é meu maior sonho, e trabalhar como bailarina que era algo tão além, mas agora não parece tão impossível.


❥ Que recado você deixa para as leitoras do blog?
Nunca deixe a opinião e a critica das pessoas te impedirem de fazer algo que você ama, e dinheiro não e tudo! (risos).


Já tive a oportunidade de ver uma das apresentações do Dancep e achei lindo, se você é de Curitiba ou região te aconselho a conhecer de perto o trabalho do grupo, por que é algo muito profissional e artístico. Vale a pena. Espero que tenham gostado do post, eu fico por aqui, beijos de leite e até o próximo post.

25 abril 2016

Achei Ofensivo!




Hoje, andando um pouco sem rumo pelo Facebook (todo mundo faz isso), eu conheci uma página nova. Fucei as postagens e conclui que seja mais uma de tantas pages de humor que existem na rede. A maioria das piadas postadas na page são trocadilhos engraçados e inofensivos, mas encontrei também algumas gracinhas um tanto malvadas, gracinhas essas que nós conhecemos por "humor negro". Acredito que este tipo de página tende apenas a gerar ódio gratuito dentro dos comentários de tais publicações. Vi muita gente se xingando e se insultando, sem nenhuma chance de resultado positivo nisso tudo. 
No geral, dentro da internet, você já deve ter percebido que estamos vivendo na era da ofensa. Hoje tudo é ultraje e as pessoas estão pouco tolerantes nesse quesito. Muitos se escondem por trás do computador e simplesmente dizem o que pensam sem se dar conta das consequências ruins que isso pode gerar em quem está do outro lado da tela. Me parece que na rede não existem os limites impostos no mundo real.


Discutir é benéfico quando feito com respeito. Colocar uma opinião como soberana acima das opiniões alheias é sinônimo de orgulho. Não ofenda os outros por pensarem diferente de você. Todos somos seres pensantes e usuários dessa rede enorme chamada internet. Também, é bom ter em mente os sentimentos das pessoas ao critica-las. As criticas quando usadas da forma correta são responsaveis pelo crescimento pessoal de alguém, por isso é necessário moderar nossas palavras ao fazer uma critica, assim ela pode se tornar construtiva e não ofensiva. Não queremos confundir discurso de ódio com liberdade de expressão.

A internet não é "terra de ninguém", ao contrário, o mundo inteiro está conectado nesta rede, e se na vida em off todos exigimos respeito, online também queremos o mesmo. Concorda?

17 dezembro 2015

Resenha, livro "Muito Mais Que 5inco Minutos": Bullying e Autoaceitação




Assisto os vídeos da Kéfera desde quando ela começou (se não a conhece clique aqui). Eu já a acompanhava desde quando ela ainda tinha um cabelo bem longo e usava aparelho nos dentes. Sempre dei muita risada com os vídeos dela. Não sou sua fã. Quer dizer, admiro o progresso da Kéfera, mas mesmo muitas vezes sabendo onde ela estaria aqui em Curitiba, nunca fiz questão de ir lá tieta-la. Se você não é um hater, também não significa que você necessariamente seja um . Por conta disso tudo, é que o livro da Kéfera não era um dos meus livros mais esperados para ler. 
Apesar de saber de algumas histórias da Kéfera e o quanto ela dizia ter sofrido na infância, "Muito Mais que 5inco Minutos" não me chamava atenção. A-T-É QUE... Eu encontrei o livro completo no app Wattpad, pra você que não conhece, essa é a melhor plataforma (na minha opinião) para ler livros online. Comecei a folhear como quem não quer nada e de repente me vi lendo o livro inteiro. #paguei #minha #língua

Nesse livro a Kéfera conta algumas histórias que lhe aconteceram desde quando ela era bem criança, principalmente coisas envolvendo a escola. E no meio dessas histórias ela nos diz o que pensa sobre bullying, autoaceitação, autoestima e deficit de atenção. A Kéfera simplesmente passou por todas as fases da vida que nós também passamos até chegar na idade adulta (ela é um ser humano normal, poisé), e ela vai nos contando como foi de uma forma bem divertida e irreverente, lendo o livro me senti como que batendo um papo com uma amiga e ouvindo o que ela tem a dizer sobre a vida. Por exemplo, Kéfera sofria pressão das colegas para deixar de ser BV aos onze anos, se eu ouvisse isso dela cara a cara eu ia dizer: "Também passei por isso miga!". E ela ficou super chateada quando de vez perdeu o BV por que não foi exatamente como ela queria (na verdade, foi nojento). Que menina quando pré adolescente não imagina que seu primeiro beijo será romântico? Muitas. E qual a porcentagem de meninas que realmente tiveram um primeiro beijo bonito e romântico? Quase uns 10% (chutei gente). 

Além de contar sobre suas fases da vida, Kéfera fala sobre Bullyng e como isso a influenciou. Me lembro que a muito tempo atrás assisti um de seus vídeos e ela dizia que bullyng era como um treinamento para a vida, você não pode esperar depois de adulto que a vida seja mais legal com você do que seus coleguinhas de escola quando você é criança. E gente! Eu acredito puramente nisso. O problema do bullyng (como ela mesma diz) é que depende da forma como a criança encara aquela ofensa, se ela vai deixar aquilo acabar com ela ou se ela vai apenas deixar pra lá depois de um tempo. No caso da Kéfera isso a deixava bem pra baixo e por muito tempo ser alvo de piadas a fez ser muito infeliz. Mas é claro que pra saber mais sobre o assunto você terá que ler o livro. haha Eu também sofri bullyng e na época é claro que foi bem ruim, mas estou aqui também, firme e forte. E tenho certeza que muitos de vocês que passaram por isso, hoje nem ligam para as opiniões alheias, é aquela coisa "O que não te mata, te faz mais forte".

Alguns Quotes
"Ser Maria vai com as outras é uma das piores coisas que você pode fazer com você mesma."
"Com onze anos, não tinha personalidade, nem cérebro suficiente para entender que estava sendo manipulada pelos outros."
"Eu sempre procuro ser positiva em relação a tudo que acontece comigo, seja algo bom ou ruim. Já passei muitos anos da minha vida sendo negativa e me botando para baixo diariamente. Cansei de dificultar tanto isso de ser feliz."
"Muito Mais que 5inco Minutos" é um livro bem rapidinho de ler e tenho certeza que você vai se identificar com algumas das histórias contadas pela Kéfera (mas só algumas por que tem outras bem estranhas que só podiam acontecer com ela). É uma leitura cheia de injeção de ânimo e encorajamento pra quem ainda pensa que tem que ser como os outros querem para ser legal ou agradável, que pensa ser feia ou nada aceitável quando se olha no espelho e para aqueles que estão passando por alguma dificuldade e acham que o sofrimento vai durar pra sempre. 
Me conta aí se você já leu o livro ou se pretende e se já passou por alguma dificuldade descrita aqui. Beijos e até o próximo post. 

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